A Olhar Pericial nasceu para aproximar o conhecimento técnico do Serviço Social das pessoas que enfrentam processos judiciais que envolvem família, crianças, adolescentes e relações de convivência.
Porque, em um processo, existem documentos, mensagens, declarações e versões diferentes sobre o que aconteceu.
Mas existe também uma realidade que acontece fora dos autos.
E é justamente essa realidade que precisa ser compreendida.
Imagine, por exemplo, uma ação de guarda.
De um lado, a mãe afirma que o pai não participa dos cuidados da criança.
Do outro, o pai afirma que a mãe dificulta a convivência e impede sua participação.
O processo passa a ter duas versões.
Mas a pergunta realmente importante não é apenas:
“Quem está falando a verdade?”
É preciso compreender como essa família funciona na prática.
Quem cuida da criança no dia a dia?
Como é organizada a rotina?
Como acontecem as decisões sobre escola, saúde e atividades?
Como é a convivência com cada genitor?
Existe uma rede de apoio?
Como a criança está inserida nessa dinâmica?
Existem conflitos que estão afetando os vínculos familiares?
Quais são as condições concretas de cada núcleo familiar?
É nesse tipo de situação que o Serviço Social pode contribuir tecnicamente para a compreensão da realidade familiar.
Quando uma família contrata uma Assistente Técnica Social (assistente social), ela passa a contar com uma profissional própria para atuar ao lado de seu advogado na produção da prova social.
Isso pode começar antes mesmo da perícia judicial.
A profissional pode analisar o processo, identificar quais questões sociais precisam ser melhor investigadas e auxiliar o advogado na elaboração de quesitos — perguntas técnicas direcionadas ao perito do juízo.
Isso é importante porque uma pergunta bem construída pode fazer com que determinado aspecto da realidade familiar seja investigado e aprofundado durante a perícia.
Depois, conforme a necessidade do caso, a Assistente Técnica Social também pode acompanhar tecnicamente a perícia, analisar o laudo apresentado pelo perito e elaborar parecer técnico.
Imagine que o processo discuta uma mudança de cidade da criança.
Perguntar apenas:
“A mudança será boa para a criança?”
é muito amplo.
Uma análise social pode exigir que sejam investigados aspectos como:
a rotina atual da criança;
sua escola;
seus vínculos familiares;
sua rede de apoio;
a convivência com cada genitor;
as condições existentes na nova cidade;
os impactos da mudança na organização familiar.
A diferença está em não olhar apenas para a decisão que está sendo discutida, mas compreender a realidade social que existe por trás dela.
Nosso trabalho não substitui o perito nomeado pelo Judiciário.
O perito atua para o juízo.
A Assistente Técnica Social atua ao lado da parte e de seu advogado.
São atuações diferentes e complementares.
Nosso objetivo é contribuir para que os aspectos sociais relevantes do caso sejam identificados, investigados e tecnicamente analisados.
Porque uma família não pode ser resumida a algumas páginas de um processo.
Existe uma história, uma rotina, relações, vínculos, conflitos, condições de vida e uma dinâmica familiar que precisam ser compreendidos.
É essa realidade que a Olhar Pericial ajuda a colocar em perspectiva técnica.
A Olhar Pericial oferece Assistência Técnica Social e análise técnico-social aplicada ao contexto judicial, com atuação em demandas que exigem uma compreensão qualificada da realidade familiar e social.
Nossa atuação é pautada pelo compromisso ético e técnico do Serviço Social e pela proteção dos direitos de crianças e adolescentes, sempre considerando seu melhor interesse e sua proteção integral.
Porque, quando a realidade social importa para a decisão judicial, ela precisa ser compreendida com técnica, responsabilidade e profundidade.